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Perder peso com medicação pede treino de força para guardar o músculo
Saúde e Bem estar
Esta semana ficou a saber-se que o Estado vai passar a comparticipar 15% dos medicamentos para a obesidade a quem é acompanhado nos hospitais, a partir de fevereiro de 2027. E há um pormenor que diz muito: para ter acesso, o acompanhamento tem de incluir um plano de atividade física, a par do apoio nutricional e psicológico.
Não é por acaso. A medicação pode ajudar, mas não faz o trabalho todo sozinha. E há uma parte do corpo que pede atenção especial quando o peso desce, o músculo.
O que diz a notícia
A comparticipação aplica-se a pessoas seguidas pelas equipas multidisciplinares de obesidade dos hospitais, com prescrição de médicos especialistas e reavaliação periódica dos objetivos. O modelo junta medicação, alimentação, atividade física e apoio psicológico.
A Organização Mundial da Saúde vai no mesmo sentido. Nas orientações que publicou em dezembro de 2025, lembra que estes medicamentos funcionam dentro de uma abordagem completa, com alimentação saudável, atividade física regular e acompanhamento de profissionais de saúde. A própria OMS reconhece que a medicação, sozinha, não resolve.
Porque é que o músculo entra na conversa
Quando o peso desce, não sai só gordura. Sai também massa magra, onde entra o músculo. Acontece em qualquer processo de perda de peso, com ou sem medicação, e nos estudos com os medicamentos mais recentes uma parte do peso perdido também não era gordura.
O músculo não serve só para levantar pesos. É ele que te dá força para subir escadas, carregar as compras, manter o equilíbrio e proteger as articulações. Também ajuda o corpo a gerir melhor o açúcar no sangue. Perder peso e perder força ao mesmo tempo não é o objetivo de ninguém.
O treino de força é o teu seguro
É aqui que entra o treino de força. É o estímulo que diz ao corpo que aquele músculo faz falta e deve ficar. As recomendações internacionais pedem pelo menos dois dias por semana de exercícios de força para os grandes grupos musculares, além do cardio. E, como já vimos, duas horas de força por semana já fazem diferença na saúde a longo prazo.
Duas a três sessões por semana. Chega para dares ao músculo uma razão para ficar. Não precisas de viver no ginásio.
Exercícios para o corpo todo. Pernas, costas, peito, ombros e core, com máquinas, pesos livres ou o peso do corpo.
Progressão com calma. Começa com cargas que consegues controlar e sobe aos poucos. O acompanhamento do treinador ajuda-te a acertar a técnica e o ritmo.
Cardio como complemento. Caminhar, pedalar ou entrar nas aulas de grupo faz bem ao coração e ao gasto de energia, mas não substitui a força.
A alimentação também conta
Com menos apetite, é fácil comer menos do que o músculo precisa. Ter proteína em todas as refeições faz diferença, e o resto do prato também, com legumes, fruta, cereais integrais e água. O aconselhamento nutricional ajuda-te a ajustar as quantidades à tua realidade.
Se estás a fazer este tipo de tratamento, fala sempre com o médico que te acompanha antes de mudares a alimentação ou começares a treinar.
Mais do que um número na balança
A balança mostra quanto pesas, mas não mostra de que é feito esse peso. Por isso, faz sentido acompanhar também a força, a composição corporal e a forma como te sentes no dia a dia. Nas avaliações físicas vês a tua evolução em números, para lá do peso.
E há outra vantagem. Os hábitos ficam contigo, com ou sem medicação. Quem ganhou força e rotina tem mais ferramentas para manter os resultados, porque o melhor treino é aquele que consegues manter.
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Fitness to Enjoy.